sábado, 29 de novembro de 2008

Hancock

Sono, muito sono. Acabei de ver o filme e só uma coisa vi ou melhor só senti sono, muito sono. Mas o filme nem era mau de todo...
Acordar com dois garotos de 50 e tal anos, ás 9 da manha, aos pulos pela casa, a puxarem as persianas, nunca é um bom despertar! Vejo a minha cidade coberta de um manto de neve, uma neve que há muito eu não via, uma neve diferente das outras neves, talvez mais branca...
Agora que despertei já me lembro que o filme falava do Destino. O mesmo Destino que juntou os dois garotos de 50 e tal anos que me acordaram, o mesmo Destino que juntou muitos garotos por esse mundo coberto de uma neve diferente desta, talvez mais branca...
Talvez o mesmo Destino que faz separar os heróis...
Hancock é um desses heróis, um verdadeiro herói, ele voa como o Super-Homem mas não tem uma vida dupla como ele, ele é forte como o Homem-Aranha mas não é amado pelas pessoas comuns, ele não tem ninguém, então ele bebe álcool, ele bebe muito álcool... Até que entra em jogo algo que os Deuses chamam de Destino, aparece alguém que o quer ajudar, alguém que vê nele um herói, alguém que vê nele um Super-Herói... E os Deuses sempre a brincar ao Destino!!!
E eu brinco com os garotos de 50 e tal anos, não é todos os dias que os Deuses se esquecem de brincar ao Destino. Há que aproveitar...

P.S. Obrigado aos Deuses por me mandarem a neve e os dois garotos de 50 e tal anos pois sem eles não sei como descalçava a bota para escrever este texto.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

21

O professor que me desculpe mas não vou estudar Estatística, não vou pensar em probabilidades, não vou calcular médias, não vou fazer somatórios que mais parecem E´s maiúsculos, não vou fazer nada disso...
Sueca, Lerpa, Bisca do 7, Burro em pé, Olho, Poker, tudo serve para tirar os olhos cansados em números e fórmulas estranhas com poder para fazer doer a cabeça!
E porque não ver um filme sobre cartas?! Que tal sobre o BlackJack? Sobre o 21?!
Assim o pensei, assim o fiz...
Já tinha lido o livro, já tinha imaginado as pessoas, já tinha imaginado as suas reacções, já tinha imaginado o cenário, já tinha imaginado tudo. E ao ver o filme tudo desapareceu…
Conheci a história mas não conheci o filme! Gostei da história mas não gostei do filme!
E não é que tinha a ver com Estatística, e não é que tinha que ver ainda mais com probabilidades.
Castigo?! Talvez...

Para os mais distraídos, aqui fica a regra numero 1 das probabilidades: conta sempre com a alteração da variável!

E não é que a Estatística me persegue...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Letters from Iwo Jima

Está frio lá fora…
A chuva cai copiosamente e o melhor mesmo é ver um bom filme!
Procuro, procuro, procuro e não encontro nenhum que me chame a atenção, algum que me prenda pelo nome, algum que só pelo título me deixe com água na boca.
Clint Eastwood! Cartas de Iwo Jima!
É mesmo este o filme ideal, é mesmo este o filme que hoje vou ver, hoje ele vai ser o “The One”.
E está frio lá fora…
Vi uma morte pela sombra, um esguicho de sangue a atravessar a parede, vi pessoas iguais a mim a morrer porque acreditavam num ideal, vi pessoas a lutar pela sua honra, vi pessoas a morrer...
“O que será preferível morrer aqui ou continuar a lutar?”
“ Encontramo-nos do outro lado, se não for nesta terra, será no outro mundo!”
É revoltante, é enervante, é injusto, é inglório, é a guerra, não há vencedores nem vencidos, não há homens bons nem homens maus, simplesmente não há nada, é a guerra!
Um último cigarro, um último olhar para a fotografia, uma última lágrima, uma última carta e um último suspiro…
A guerra ainda não acabou.
E está mesmo frio lá fora...