domingo, 1 de março de 2009

maldito vício que vicia...

É verdade, custa dizer isto, custa dizer abertamente aquilo que já fui.
Sou um antigo viciado

Ainda me lembro como eram cinzentos os meus dias, só pensava naquilo, vivia para aquilo e ai de quem me dissesse para parar, ”a vida é minha e se eu a quero destruir é comigo”, “ninguém tem nada que ver com o que eu faço” dizia eu a quem me queria ajudar.

Os meus pais andavam tristes, fui posto de lado na escola, na rua as pessoas olhavam de lado para mim sempre com medo que lhes fosse fazer algo e eu estupidamente não queria saber.

E que difícil foram estes dois últimos meses, a pedido resolvi uma vez mais tentar parar, tentei dar uma alegria á minha família, tentei e vou ser capaz…

Tive recaídas, por vezes meti as unhas á boca, por vezes tentei as voltar a roer, por vezes senti um impulso de as deixar pequeninas, por vezes tentei as deixar com sangue, mas desde o dia 1 de Janeiro de 2009 nenhuma unha foi cortada com meus dentes.

E é aí que entra outra vez a estupidez da minha pessoa, não saber nem ter aquele jeito para cortar as unhas com um vulgar corta-unhas, pois desde que me conheço sempre cortei as unhas com os dentes. Mas o estranho é as unhas da mão esquerda não ficarem muito mal, já o mesmo não posso dizer das unhas da mão direita, é certo que não tenho destreza nenhuma na mão esquerda e talvez seja por isso que as unhas da mão direita estão monstruosamente mal cortadas, chegando a parecer um quadro de Picasso.

E é ao fim de tentar cortar as unhas que percebo a expressão unha com carne, a minha carne está anatomicamente perto da minha unha!

Pouco a pouco o vício e a vontade vão desaparecendo...