terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Slumdog Milionaire

Adoro aquele cheiro a um livro acabado de comprar e só consigo encontrar o mesmo cheiro num filme desejoso de ver.
E que boa é aquela sensação de acabar de ver um filme e ficar com um sorriso parvo, como se aquela rapariga de quem gostamos acabasse de nos perguntar se queríamos uma pastilha e nós com 13 anos não sabemos o que responder e timidamente só rimos.
Quando acabei de ver o Slumdog Milionaire um sorriso parvo apareceu me na cara. Por momentos quis me mudar para a Índia, depois comecei a cantar e a dançar ao som duma melodia estranha mas electrizante, mais tarde tive vontade de comer uma chamuça e quando dei por mim estava num restaurante a perguntar às pessoas: “ Quê frô?!”
Adoro aqueles filmes que não estão presos na mesma linha temporal, aqueles filmes que vão saltando ao passado e ao presente e por vezes mostram o futuro sem o adivinhar, aqueles filmes onde tal como na vida se joga um jogo de reminiscências…
E mais uma vez, um dos meus preferidos actores entra em cena, Destino, onde depois de muito brincar com as personagens faz com que tudo dê e bata certo na busca daquele eterno amor…

1 comentário:

nefelibata disse...

Surpreendes-me com a capacidade com que expões tudo o que te atormenta e consola...É bom saber que essa sensibilidade existe dentro de ti, é bom saber que aquele menino que um dia vi crescer, venho agora nascer como homem cheio de sabedoria, porque sente, porque se esforça por aprender o que a vida nos dá...o cinema é obra de artistas que nos tocam e, tal como num livro, transportamos um pouco de nós para os filmes que vemos e um pouco deles para o nosso mundo...
O que seríamos nós sem um pouco da sétima arte? O que seríamos nós sem a música que nos aconchega os ouvidos? O que seríamos nós sem os amigos, a família que nos lavam a alma? O seríamos nós sem os amores ou paixões que tantas vezes nos lavam mas também tantas vezes vezes nos sujam a alma?
O filme Slumdog millionaire é tudo isso, é arrebatador e confrangedor ao mesmo tempo...toda aquela cadência de situações que perpassam os nossos olhos e nos deixam colados ao ecrã como se, com o nosso olhar, conseguíssemos mudar tanta miséria que nos passa ao lado...mas, em cada canto, há sempre um pouco de esperança, em cada canto há sempre quem seja perseverante e lute por aquilo em que acredita...em cada canto há miséria e aproveitamento mas há também os que lutam porque se acham no direito de o fazer e é por isso que a vida é fantasia e a humanidade feita de magia...